sábado, 24 de dezembro de 2011

A chave para a tão sonhada sociedade justa.

A educação é um dos fatores fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa, pois ela colabora com a formação do cidadão consciente. O hábito de ler está intríseco a educação, logo uma das premissas dos estudos de crianças e adolescentes é ensiná-los a ler, interpretar e criticar. Entretanto, a realidade mostra que o número de leitores decressem gradativamente, principalmente em países subdesenvolvidos. Isso trará consequências sociais tanto para o futuro quanto para o presente.


 O hábito de ler no passado era privilégio de poucos, já que a confecção de livros era trabalhosa e portanto cara, mas no século XXI o acesso a livros e materiais de leitura foi massificado, agora a dificuldade é incentivar a população a aderir esse hábito tão importante. As famílias atuais e as escolas públicas primárias colaboram para agravar essa situação, porque não despertam nas crianças o prazer de realizar uma boa leitura: pais se recusam a ler livros para os seus filhos, preferem colocá-los em frente de uma televisão; professoras apenas obrigam alunos a aprender, e não incentivam a leitura para distração, como histórias em quadrinhos e literatura infantil. 


 Diante de tudo isso, comprova-se, desde cedo, que o fomento pela leitura foi postergado pelas primeiras instituições sociais. Segundo a CBL (Câmara Brasileira do Livro), cada brasileiro lê aproximadamente 2 livros por ano, enquanto os habitantes de países ricos leem de 5 a 7 livros. O governo federal na tentativa de reverter essa realidade criou o programa Fome de Livro, com o objetivo de contribuir para a instalação de bibliotecas públicas no Brasil incentivar a formação de editoras entre outros. 


 Algumas consequências visíveis da falta de leitura são a imensa quantidade de mão-de-obra desqualificada, que impede o Brasil de se tornar desenvolvido; o aumento dos índices de pessoas não-críticas e facilmente ludibriadas que influencia bastante as votações e favorecem a corrupção, entre outros.


Verifica-se que o hábito de ler está se tornando aparentemente obsoleto, porque as pessoas para se manterem informadas recorrem à televisão e rádios, e não mais aos jornais tradicionais no papel. Os investimentos em bibliotecas públicas com livros que atraiam o público infanto-juvenil, como gibis e literaturas atuais seria uma das soluções para o enorme problema. Enfim, o combate ao ócio deve ser constante por parte das autoridades públicas e das famílias para que se alcance uma sociedade justa e consciente.

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